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Biosofia nº 10

O preço original era: 3.50€.O preço atual é: 2.80€.

ARTIGO PAG
Palavras de Ouro

   Excerto de “The Mathematics of the Cosmic Mind”

2
Editorial

   Em Nome de Quê?

3
O Desafio da Vida

   Anorexia Nervosa – Estranha Forma de Esmorecer

5
Aprender a Ser

   A Crise de Autoridade

8
Entrevista

   Conversando com Jorge Luís Borges

10
Entre o Céu e a Terra

   A Ordem e a Inteligência do Cosmos – A Perspectiva Esotérica

   A Ordem e a Inteligência do Cosmos – A Perspectiva da Física

14
O Olhar da Ciência

   Estaremos Sós no Universo? (2ª Parte)

21
Arquitecturas

   A Sabedoria dos Números – Cronologia Sagrada

26
Horizontes de Sophia

   A Psicologia Moderna e a Parábola dos Dez Talentos (Parte I)

32
Um Dia na História

   O Conde De Saint-Germain

37
Vidas Maiores

   Spinoza – O abençoado por Deus

38
Saúde e Equilíbrio

   Do Mesmerismo ao Reiki e Práticas Semelhantes – A verdadeira história do Reiki no Ocidente

45
Sabores Naturais

   Caponata, uma saborosa entrada fria

50
O) Culto do Som

   Keiya – Sun Walker

   Vangelis – Antárctica

   Carlos Paredes – Na Corrente

51
Palavras para quê?

   Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro – Vários

   O Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

   O Livro Essencial da Cozinha Vegetariana – Konemann

   Helena Blavatsky – Sylvia Canstron

53
Notícias do CLUC

   Noticias do Ritual de Circulação da Luz de2001

54
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Editorial

Em Nome de Quê?

Biosofia – ou uma Ciência integral da Vida, em todas as suas manifestações – é o nome e o propósito desta Revista.   O projecto tem alcançado o impacto possível numa cultura de superficialidades e unilateralismos, como a que prepondera no mundo. Abre diferentes horizontes, apresenta novos paradigmas, trata das questões fundamentais para o futuro da Humanidade. Junta vontades importantes, congrega talentos anteriormente dispersos.   Aqui e ali, alguns propósitos mais ou menos idênticos parecem existir. Mas são poucos, pelo menos para os nossos anseios. Uma Ciência Integral da Vida?! Olhemos à nossa volta: a Ciência oficial, confinando a sua investigação ao mundo físico, não é integral, longe disso.  Escapam-lhe os mundos subtis das correntes de vida; dos modelos de onde se decalcam as formas psíquicas; do psiquismo; da Intuição e do Espírito. A Ciência, assentando na objectivação da Verdade (a Verdade Libertadora, de que falou Cristo), é um esforço nobre e promissor mas, por agora, são ainda poucos os que saem do preconceito de que o Conhecimento está limitado a uma época e a uma civilização, e se abre a longas e profundas tradições universais.   Ouvimos, é certo, falar de Holismo. Teoricamente, implicaria essa noção de integralidade da Vida. Na prática, porém, no campo do espiritualismo, esboroa-se o verdadeiro conceito de Holismo (transformado em folclore), falta integralidade (confunde-se o psiquismo inferior com a Alma Espiritual), carece-se de cientificidade (substitui-se a investigação e a fundamentação por um-vale-tudo de histerismos, encorajados como “sentir muito, seja o que for, é bom”, e de compensação de recalques emocionais, objectos de todas as manipulações).   Estarrecemos com as incríveis afirmações que se produzem a coberto de um suposto Esoterismo, que assim se deixa cair na lama do ridículo e da pura superstição. Sofremos quando a mais despudorada ignorância e as mais aviltantes imposturas são apresentadas como “espirituais”. Indignamo-nos com os que vivem dos mil e um expedientes, bem sucedidos na medida exacta de falta de sentido das proporções, e apregoam “Ciências Ocultas”, atraindo os que gostam de ser enganados mas, também, os que ignoram que tais coisas não são científicas nem ocultistas.   Entretanto, a Instituição que edita a “Biosofia” acabou de reunir cerca de dois milhares de pessoas num Evento maravilhoso e sublime, feito por  um grupo de pessoas de extraordinária dedicação para muitas pessoas de boa vontade. É uma esperança – mas que só valerá a pena se muitos e muitos dos que se imbuíram dessa esplendorosa beleza e dessa profunda vivência souberem ser firmes, lúcidos e discernidos. Distinguir o trigo do joio não é crime nem pecado; é um dever incontornável. O Senhor Cristo expulsou os vendilhões do Templo... A Espiritualidade é Vida e Alegria, Amor e Compaixão, mas é também Rigor e Conhecimento. Por favor, não nos esqueçamos disso. Não deixemos vulgarizar os mais belos ideais, não alimentemos falsificações “miríficas” do Sagrado, não deixemos obscurecer a luz da Ciência Esotérica. Para que não tenhamos – os que lutam por uma Causa Sagrada – que perguntar, um dia: “em nome de quê”?   José Manuel Anacleto Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural

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